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Novas regras de segurança do PIX: o que muda no MED e como as empresas devem se preparar para 2026

As novas regras de segurança do PIX entram em vigor em fevereiro de 2026 com o objetivo de ampliar a proteção de usuários e empresas contra golpes eletrônicos. O principal avanço está no fortalecimento do Mecanismo Especial de Devolução, que passa a exigir das instituições financeiras uma atuação mais eficaz no rastreamento e bloqueio de valores desviados.

Na prática, a atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED) permite que valores transferidos para contas utilizadas por golpistas sejam identificados e bloqueados com maior agilidade, mesmo quando há tentativas de pulverização dos recursos em diversas contas. Além disso, o registro de alertas de golpe diretamente pelo aplicativo bancário reduz o tempo entre a ocorrência da fraude e a adoção de medidas corretivas.

Para empresas que utilizam o PIX como meio recorrente de pagamento e recebimento, as mudanças representam um avanço relevante, mas também exigem adaptação operacional, integração de sistemas e capacitação interna.

Riscos e implicações para empresas

Apesar do reforço regulatório, alguns riscos permanecem e merecem atenção:

  • Impactos financeiros e reputacionais caso valores desviados não sejam contestados de forma rápida.
  • Limitação da eficácia do MED quando não há saldo disponível nas contas por onde o dinheiro circulou.
  • Exigência de maior maturidade nos processos internos de monitoramento, contestação e comunicação com instituições financeiras.
  • Necessidade de alinhar práticas de segurança à legislação aplicável e às melhores práticas de mercado.

O PIX continua sendo um meio eficiente, mas exige gestão ativa de risco operacional e de fraude.

Soluções e recomendações estratégicas

Para mitigar riscos e se adequar às novas regras, recomenda-se:

  • Garantir que os sistemas de pagamento e conciliação estejam preparados para registrar, monitorar e reagir rapidamente a alertas de golpe, incluindo integração com notificações bancárias.
  • Capacitar equipes financeiras, de compliance e controles internos sobre os novos procedimentos do MED, prazos de contestação e possibilidades de rastreamento.
  • Estabelecer fluxos claros de resposta a incidentes, com definição de responsabilidades e comunicação interna ágil.
  • Orientar áreas comerciais e clientes sobre riscos de golpes via PIX e a importância de registrar denúncias imediatamente ao identificar transações suspeitas.

A efetividade do MED depende menos da norma em si e mais da velocidade e organização da resposta empresarial.

O PIX já faz parte da rotina da sua empresa. Já deu uma olhada se seus processos estão preparados para essas novas regras? Acompanhe o PDK e tenha acesso a outros conteúdos práticos sobre prevenção de fraudes e gestão de riscos digitais.

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